quarta-feira, 4 de junho de 2008







O silêncio é uma confissão...


Hoje vou me abster de um longo texto e vou me concentrar em pequenos comentários.

As camisa de comemoração do centenário feitas pela Lotto ficaram lindas. De verdade. Extremo bom gosto, sem cores chamativas, valorizando a tradição e história do clube. Não gostaria que fossem em nada diferentes. Claro, seria bom se não tivesse o patrocínio. Mas, afinal, é assim uma das formas de se valorizar o patrocinador e buscar contratos maiores e melhores a cada dia. Montar um time forte também valoriza o patrocinador, pois o clube traz pra si toda a mídia, expondo mais a marca do parceiro, mas isso é outra história. O que importa é que a coleção ficou foda! (Perdão pelo uso da palavra, mas ela era de extrema importância pra realizar em palavras o que eu senti quando vi as camisas). Além disso, estrearam com o pé direito.

O técnico Gallo também estreou com o pé direito. Venceu a Portuguesa. E o time jogou bem. Talvez a Portuguesa seja uma candidata ao rebaixamento, mas o Atlético este ano enfrentou diversos times mais fracos do que a Lusa e não venceu. Palmas pro treinador.

Aliás, todos os jogadores têm elogiado o treinador e dizendo que as coisas mudaram, que agora eles estão treinando de verdade. Será que só a diretoria não percebia que o time estava muito mal treinado? Será que falta tanto assim pra o Galo ter um departamento de futebol que tenha autonomia e que conheça do assunto?

Os dirigentes do Galo começaram a trocar farpas. Aliás, desde a saída do BBB dá pra sentir que o clima não é dos melhores. Por enquanto, parece que a coisa é interna. Mas cartas na imprensa, a grana que foi (?) pra parceria e alguns desentendimentos (BBB x Hissa, por exemplo) já aparecem pro público. Talvez aconteça algo grande dentro do reino atleticano. Tomara que sem prejuízo pras terras alvinegras.

A Globo lançou o concurso das musas do Brasileirão. O número de escritas ao total já chega a mais de três mil. Pouco mais de noventa do Atlético. O número é ainda muito pequeno e muitas atleticanas realmente lindas estão de fora. Já passou da hora delas receberam o empurrão de amigos e familiares pra concorrer. Afinal, queremos que a garota que vai representar o GALO num ano tão especial seja a mais linda possível. Na vida, nem só beleza importa. Inclusive, muitas vezes não está nem entre os primeiros pontos a serem avaliados. Mas, num concurso de musa, é o principal. Que vença a mais bela!

Um último comentário. O Beto (Criciúma) não é o jogador de ataque com as características que parecem mais ausentes no elenco. Talvez venha pra somar, caso seja mesmo contratado. Até porque, já que o Vanderlei está fora dos planos, se saísse uma troca não ficaria ruim mesmo pro Atlético, que receberia um jogador pro elenco em troca de um que não jogará. Mas o Galo tem outras prioridades.

Dando nome aos bois, a citação “o silêncio é uma confissão” é de Camilo Castelo Branco, escritor português.

sábado, 31 de maio de 2008

Notícias - Galo x Lusa

Relação de convocados apresenta novidades



Da Assessoria de Imprensa

A relação de atletas convocados para o jogo contra a Portuguesa, domingo (1), no Mineirão, apresenta várias novidades. O técnico Gallo levará 20 jogadores para a partida, entre eles o zagueiro Werley e o volante Denílson, recém-promividos da equipe Júnior, e os meias Gedeon e Maurinho. O capitão Marcos, que fará trabalho para apurar a forma física, não foi relacionado.

A preparação atleticana foi encerrada na manhã deste sábado (31), com treinamento na Cidade do Galo. Válida pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, a partida contra a Lusa será realizada às 18h10.

Confira a lista completa:

Goleiros:
Juninho e Édson
Laterais: Calisto, Coelho e Thiago Feltri
Zagueiros: Leandro Almeida, Vinícius, Welton e Werley
Volantes: Denílson, Rafael Miranda e Renan
Meias: Gedeon, Maurinho, Petkovic, Renan Oliveira e Yuri
Atacantes: Castillo, Marinho e Marques


Fonte: www.atletico.com.br




Comentário do Blog: Seria mesmo o fim do reinado do zagueiro Marcos ou apenas um afastamento temporário devido as más condições físicas do atleta? Veremos... Boa sorte a todos os relacionados!

terça-feira, 27 de maio de 2008






Galo x Genérico


Fui a Arena neste final de semana. Entrei no meio-estádio com o povo pouco antes da partida se iniciar. Como sou meio paranóico, queria estar lá pelo menos uma meia-hora antes. Mas esteve bem. Não chegamos atrasados e no final não tivemos problemas pra entrar. Busquei minha posição no estádio de forma a não ficar muito atrás dos postes que não deixam ver o jogo. Mesmo assim, acabei perdendo o lance da infantil expulsão do Eduardo. Maldito refletor. Quando terminarem o estádio com o dinheiro que não têm, aí eu deixo eles falarem bastante sobre essa obra moderna e bonita. Por enquanto é só um estádio que falta acabamento em alguns setores e que tem esse enorme defeito de tirar a visão do público. Mas a imprensa adora falar bem. Politicagem e cafezinho fazem sua parte.

Bem, voltando ao jogo. Que o Galo tinha um problema crônico no que tange a condição física dos atletas eu já sabia. Chegam atrasados nos lances (como no lance do gol), acabam cercando demais e roubando menos bolas do que poderiam, errando passes e finalizações (ou perdendo bolas) quando correm demais... Falta fôlego. Parabéns a diretoria que contratou uma comissão técnica que propiciou essa qualidade toda no ano do centenário. Agora, o que eu ainda não tinha visto de tão perto, de forma tão evidente, é a saída de bola do time. Horrível!

O Galo precisa urgentemente arrumar a saída de bola. A reposição do Juninho é tenebrosa. O goleiro enfia um chutão pra frente, quase como se chutasse de olhos fechados. A bola sobe (na maioria das vezes. Em algumas ocasiões ele “espirra o taco” e a bola cai no pé do adversário ainda no campo de defesa alvinegro e causa um “Deus nos acuda”) e os altos jogadores do Galo no setor ofensivo como Pet, Danilinho, Almir, Marques vão disputar essa bola com os zagueiros do time adversário. Maravilha! No caso específico da partida na Arena, Juninho chutava pra frente e a bola voltava logo em seguida. Era como se chutasse a bola numa parede. Algo completamente ineficaz. Dava vontade de entrar em campo e gritar com ele pra que parasse de fazer isso, pois o adversário ficava com a bola em todos os lances. Talvez devesse ter feito isso mesmo. Enfim, segue o problema.

Os laterais, quando recebem a bola, ficam isolados. Nem meia, nem volante, nem atacante encosta pra receber. O Coelho até tenta uns dribles, mas vai passar o time inteiro? O Calisto (que jogou bem) então, antes do Marques entrar, nem apareceu no campo ofensivo. Quando o Marques entrou, o time caiu todo pro lado esquerdo e faltava alguém perceber que, muitas vezes, o Coelho tinha um corredor livre pela direita. O time passa de forma lenta. Não tem visão de jogo. E passa mal.

Os volantes, quando recebem a bola, avançam com ela sem ter pra quem tocar. Acabam perdendo a bola logo na frente. Especialidade do Márcio Araújo nesta função. O time não se desmarca, os jogadores ficam parados, quem está com a bola acaba por não saber o que fazer com ela. Enfim, o time está visivelmente mal treinado. Primeiro jogo do Gallo, a culpa não é dele (coitado!) e ele terá MUITO trabalho pra arrumar o time.

O gol do Eduardo, pra mim, prova que ele merece permanecer no time. Não que seja craque. Sequer um bom jogador, por ora. Mas, pelo menos, sabe se posicionar na área, tem algum porte físico e faz gols. Além de ser prata da casa, o que significa que pode render algum dinheiro pro clube. Mas precisa de muita tranqüilidade e de menos afobação pra ser um centro-avante digno de vestir a camisa do Atlético.

Por fim, ainda não descobri a função do Almir em campo. Ele prende demais a bola, não arruma nada e ainda perde a bola em quase toda jogada. Por sorte, arrumou a falta do gol. Mas não tem a menor condição de jogar no Galo. Pelo menos por enquanto. Veremos se o Gallo descobre uma função pra ele.

O empate foi um resultado bom, levando-se em consideração que se jogava fora de casa, na estréia do novo treinador (depois do desastre da passagem do furacão Geninho) e da expulsão do Eduardo. Porém, o Galo esteve na frente no placar, teve chances de ampliar e o time da casa era terrível. Então, foi bom, mas nem tão bom assim. Apenas dentro das circunstâncias, mesmo. Agora é o time treinar (e muito!!!) pro jogo contra a Lusa. O Galo precisa da primeira vitória no campeonato.

Agora é a hora do Galo e do Gallo fazerem seu futuro. Trabalhando a cada dia. E muito. E sempre. Porque é preciso e porque não há outra opção. Aproveitando cada minuto. Aproveitando o tempo presente. Como disse Schopenhauer (filósofo alemão): “Só o presente é verdadeiro e real; ele é o tempo realmente preenchido e é nele que repousa exclusivamente a nossa existência”. Então, agora o time não deve ficar pensando mais no jogo passado, nem no que ocorreu antes. Tem que trabalhar e muito se concentrando no próximo jogo.

P.S.: Abraços a todos que estiveram comigo no jogo da Arena. Gutto, Renata, Dona Lenir, pessoal da Galotiba e todos os atleticanos que cantaram e gritaram muito no meio-estádio.






















(Foto tirada antes do jogo, num bar, com a torcida Mancha Verde, do Palmeiras).

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Atlético empata na Arena

Da Assessoria de Imprensa


Em partida bastante disputada, o Atlético empatou por 1 a 1 com o Atlético-PR, neste domingo (25), na Arena da Baixada, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol do Galo foi marcado por Eduardo e Marcelo Ramos empatou para o time paranaense. Aos 44 minutos da etapa final, Coelho sofreu pênalti não assinalado pelo árbitro pernambucano Emerson Luiz Sobral.

Com a igualdade na capital paranaense, o Galo chegou a três pontos e ocupa a 15ª colocação na tabela. No próximo domingo (1), o adversário será a Portuguesa, no Mineirão.

O jogo

O Atlético-PR começou ameaçando em cruzamentos pela direita, cortados pela defesa atleticana. Aos sete minutos, Piauí arriscou de fora da área e Juninho fez boa defesa no canto direito. O Galo respondeu na cobrança de falta de Petkovic pela esquerda e o cruzamento foi interceptado pela defesa paranaense. Em nova cobrança de falta de Pet, desta vez pela direita, o goleiro Vinícius saiu bem do gol para afastar o perigo.

Aos 15 minutos, Márcio Araújo tabelou com Almir pela direita e acabou cruzando com força excessiva. A partida seguiu bastante truncada, com o Atlético-PR ameaçando em seguidos cruzamentos de ambos os lados. Aos 33, o Galo finalizou pela primeira vez. No lance, Calisto deu ótimo passe para Eduardo concluir por cima do gol.

Até os 35 minutos, foram três finalizações do time paranaense contra apenas uma do Galo. O Atlético-PR voltou a levar perigo na cobrança de falta de Netinho, defendida por Juninho. O Alvinegro teve uma última chance também em cobrança de falta de Coelho, por cima do gol.

Atlético-PR 0 x 0 Atlético

Segundo Tempo


O Atlético retornou do intervalo com o atacante Marques no lugar do zagueiro Marcos. Com a mudança, Petkovic passou a ser o capitão da equipe.

Aos dez minutos, em cobrança de falta rápida pela direita, Pet levantou na área e Eduardo cabeceou para fazer Galo 1 x 0. Depois do gol, Márcio Araújo se contundiu e deixou o campo para a entrada de Rafael Miranda.

A alegria atleticana durou apenas até os 16 minutos, quando Marcelo Ramos aproveitou cruzamento pela direita e cabeceou para empatar a partida. O time alvinegro tentou retomar a vantagem no cruzamento de Almir pela direita, completado para fora por Eduardo.

Aos 24 minutos, Marques ganhou a jogada pela esquerda e quase conseguiu encontrar Petkovic na área, mas a defesa rubro-negra conseguiu fazer o corte. Em seguida, Juninho fez grande defesa no canto direito na finalização de fora da área de Alan Bahia.

Aos 30 minutos, Eduardo levantou muito a perna em uma disputa de bola com Chico e foi expulso. Se aproveitando da superioridade numérica, o Atlético-PR levou grande perigo em vários cruzamentos e a defesa atleticana conseguiu se impor.

Aos 43 minutos, Almir foi substituído pelo jovem meia-atacante Yuri, que fez sua estréia pela equipe profissional. Na última oportunidade do Galo, Coelho invadiu a área e sofreu falta clara, mas o árbitro não assinalou o pênalti, decretando o empate.


Atlético/PR 1 x 1 Atlético


Motivo: 3º rodada do Campeonato Brasileiro 2008

Data: 25/05/2008

Local: Estádio Arena da Baixada

Árbitro: Emerson Luiz Sobral (PE) Auxiliares: Luciano José Coelho Cruz (PE) e Fernando Lopes (PE)

Público: 14.731 - Renda: R$ 119.289,00

Gols: Eduardo(55),Marcelo Ramos(61).

Cartões Amarelos: Renan (Atlético), Almir (Atlético), Calisto (Atlético), Petkovic (Atlético), Eduardo (Atlético), Alex Fraga (Atlético/PR), Netinho (Atlético/PR), Choco (Atlético/PR).

Cartões Vermelhos: Não houve.

Atlético/PR: Vinícius, Danilo, Chico (Irênio), Alex Fraga, Nei, Alan Bahia, Valencia, Netinho, Piauí (Wallyson), Marcelo Ramos, Rogerinho (Choco).
Técnico: Roberto Fernandes

Atlético: Juninho, Marcos (Marques), Leandro Almeida, Vinícius, Coelho, Márcio Araújo (Rafael Miranda), Renan , Almir (Yuri), Calisto, Petkovic, Eduardo.
Técnico: Alexandre Tadeu Gallo


Fonte: www.atletico.com.br

Comentário do Blog: Poderia ter sido melhor, mas o empate não foi um mal resultado, ainda mais após a expulsão do Eduardo. Uma estréia razoável pro Gallo e pro Calisto. Agora é começar a pontuar direito em casa. E o time já está invicto há 13 jogos no Brasileirão.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Atlético x Genérico


Já estão a venda os ingressos do jogo em Curitiba do Atlético contra a equipe local.

Aqui vão os valores e os lugares correspondentes a cada setor do meio estádio.


























Comentário do Blog: Não se esqueçam de chegar cedo pra não ficarem atrás dos postes ou em outros pontos cegos do meio estádio. E se forem comprar meia entrada pra estudantes, preparem-se pra uma dura batalha judicial. Afinal, o estádio é pela metade, mas a qualidade do atendimento ainda nem saiu do zero.

terça-feira, 20 de maio de 2008








Mudanças...


Estou eu aqui, com um livro do Joyce na cabeceira da cama precisando ser terminado pra ontem, mas o Galo não me deixa ler. Cada dia acontece algo, não necessariamente bom, não necessariamente ruim. Foram apresentados nesta terça-feira o novo treinador do time e o novo diretor de futebol do clube. Não botei fé. Sabe quando falta alguma coisa? Poisé. Piores são os boatos sobre os desmandos no clube, que teriam feito o antigo diretor de futebol sair. Não que ele não seja um dos culpados pelo que está aí. Afinal, na pior das hipóteses, tem a culpa de ter se calado, de ter sido fraco. Enfim, mais uma vez os problemas de gerenciamento do clube. Entra o Alexandre Faria, ex-América e que trabalhava atualmente no setor internacional do Galo.

Quanto ao treinador, Geninho já foi tarde. Não tinha que ter pisado em BH. Não tinha que ter permanecido após a derrota pro Ipatinga. Não tinha que ter suportado de forma alguma o vexame perante o rival. Demorar mais, impossível. Seria o Gallo a melhor opção? Gallo já esteve em times que tinham bons recursos humanos e em clubes que não tinham tantos recursos assim. Mas só deu certo em clubes que tinham grande vantagem estrutural sobre seus rivais locais, daí conquistando títulos. Figueirense é hoje muito superior a seus rivais em Santa Catarina, por mais que o Avaí tenha feito um grande campeonato catarinense este ano, apesar de não conseguir ir a final (foi o time de melhor campanha, mas foi o segundo nos dois turnos, perdendo pro Figueirense no primeiro e pro Criciúma no segundo). Mesmo com um clube muito mais rico, quase conseguiu perder o campeonato. Não teve a superioridade que deveria. Não foi o caso de sua época no Sport. No comando do Sport, o time venceu os dois turnos e foi campeão antecipado. Um grande trabalho que foi jogado fora por seus sucessores (entre eles, o Geninho!). Mas seus trabalhos no Santos e Internacional deixaram uma péssima impressão.

Nova vida então no departamento de futebol do clube. Os pessimistas devem estar pensando que o Gallo será um novo Zetti. Bom, pelo menos o Gallo tem alguma ligação com o clube. Espero que isso faça diferença. Preferia mil vezes que o Gallo tivesse vindo no começo do ano. Pelo menos a vergonha que o Geninho fez o Atlético passar não teria acontecido. Agora, pra arrumar a casa, não sei se ele tem nome, força e competência pra tal. Mas desejo profundamente que consiga. Recuperar um time mal fisicamente, mal taticamente e mal psicologicamente não será nada fácil. Confesso que não era meu nome preferido. Não constava nem na minha lista dos dez melhores nomes para assumir o Atlético. Mas agora isso é passado. Gallo é o novo treinador e que tenha toda sorte do mundo com ele. Vai precisar.

Uma pena que um ano tão especial tenha sido jogado no lixo por nossa diretoria. Precisou que o Atlético tivesse caído da Copa do Brasil e sofrido um vexame no estadual pra que alguma coisa acontecesse. E, o pior, acontecesse a despeito da vontade do presidente, que teve a ousadia de dizer que gostaria que o Geninho ficasse mais tempo e que em nenhum momento desejou a saída de Beto Bom de Bola. Mas esse segundo caso parece ser bem mais complicado mesmo.

E esperamos que o Galo saia deste estigma tão bem escrito por Alphonse Karr, escritor francês: “Quanto mais isto muda, mais está na mesma”.

Notícias

19/05/2008

Alexandre Gallo é o novo técnico do Atlético



Da Assessoria de Imprensa

O Atlético acertou na noite desta segunda-feira (19) a contratação do técnico Alexandre Gallo, que se desligou do Figueirense no último domingo (18). O treinador assinará contrato até 31 de dezembro deste ano e será apresentado pelo Clube na manhã desta terça-feira (20), às 10h30, na Cidade do Galo.

Alexandre Gallo foi jogador do Atlético nas temporadas de 1999 e 2000. Com a camisa alvinegra, foi Vice-Campeão Brasileiro (1999) e Bicampeão Mineiro (1999/2000).

O primeiro trabalho de Gallo fora das quatro linhas foi como auxiliar-técnico de Carlos Alberto Parreira, no Corinthians, em 2002. Em 2003, também foi auxiliar-técnico de Dario Pereyra, no Grêmio. Já como treinador, sua primeira experiência foi em 2004, no Villa Nova-MG. Ainda em 2004, seria novamente auxiliar-técnico, desta vez trabalhando com Wanderley Luxemburgo, no Santos, onde se sagrou Campeão Brasileiro.

Em 2005, Gallo dirigiu a Portuguesa de Desportos e o Santos. No ano seguinte, trabalhou no futebol japonês, comandando o FC Tokyo. Em 2007, dirigiu Sport, Internacional e Figueirense, clube do qual se desligou no último domingo (18). Sob o comando de Gallo, o clube catarinense teve aproveitamento de 65%. Em 40 jogos, foram 23 vitórias, nove empates e oito derrotas, 91 gols a favor e 54 contra.

Nome completo: Alexandre Tadeu Gallo
Data de nascimento: 29/05/1967
Naturalidade: Ribeirão Preto (SP)
Site Oficial

CARREIRA COMO TREINADOR

Clubes

2004 - Villa Nova/MG
2005 - Portuguesa/SP
2005 - Santos/SP
2006 - F.C.Tokyo (JAP)
2007 - Sport/PE
2007 - Internacional/RS
2007 - Figueirense/SC

Títulos

2007 - Campeão Pernambucano Sport Recife
2007 - Campeão da Recopa Sul-Americana - Internacional
2008 - Campeão Catarinense Figueirense

CARREIRA COMO ATLETA

Clubes


1986/1991 - Botafogo/SP
1991 - Vitória/BA
1992/1996 - Santos/SP
1996 - Portuguesa/SP
1997 - Guarani/SP
1997/1998 - São Paulo/SP
1999 - Botafogo/RJ
1999/2000 - Clube Atlético Mineiro
2001 - Corinthians/SP

Títulos

1995 - Vice-Campeão Brasileiro - Santos
1996 - Vice-Campeão Brasileiro - Portuguesa
1998 - Vice-Campão do Torneio Rio/São Paulo - São Paulo
1998 - Campeão Paulista - São Paulo
1999 - Campeão Mineiro - Clube Atlético Mineiro;
1999 - Campeão Torneio da Ásia - Clube Atlético Mineiro;
1999 - Vice-Campeão Brasileiro - Clube Atlético Mineiro;
2000 - Bicampeão Mineiro - Clube Atlético Mineiro;
2001 - Campeão Paulista - Corinthians
2001 - Vice-Campeão da Copa do Brasil - Corinthians


Fonte: www.atletico.com.br

Comentário do Blog: Agora é força pra ele! Pode não ser o técnico escolhido por muita gente, mas que tenha toda sorte do mundo! Que o Galo e o Gallo tenham bons futuros neste ano!

quarta-feira, 14 de maio de 2008









Galo x Botafogo, Copa do Brasil.

Minha vontade já há algum tempo é postar uma receita de bolo. Ou uma receita de pão, sei lá. Algo que não tenha nada a ver com o futebol. Como faziam na época da ditadura. Não que eu me sinta cerceado de meu direito de falar o que bem entender. Não. O Ziza ainda não pediu ao Ministério Público para acabarem com esse blog e a PM ainda não veio fardada (porém sem seu identificador) ameaçando descer o cacete em quem falar mal do presidente. Pelo menos não ainda...

Mas, convenhamos. Ter que falar desse time do Galo ta dureza. O jogo contra o Fluminense foi muito fraco. Os dois times eram ruins demais. Fora o lance em que o boliviano poderia ter devolvido pro Pet ou ter finalizado com mais competência e uma bola na trave do time do Fluminense, o resto da partida foi sofrível. A diferença é que o time do Fluminense não foi a Belo Horizonte pra vencer e sim pra segurar um empate e poupar jogadores. Já o Galo tinha a obrigação de começar bem, pois jogava em casa e com o time principal, exceto pelo Danilo, que vem mal.

Desnecessário ficar dizendo porque o time está mal. Um time que não treina, que está colocando a língua pra fora com 15 minutos do segundo tempo, que erra finalizações que deixariam envergonhados alguns times de pelada... A única pessoa que está satisfeita, certamente, é o presidente. Afinal, pra ele, tudo isso é normal. Perder de 5 pro Cruzeiro, não fazer gols há vários jogos, não ter enfrentado de forma convincente nenhum dos adversários de Série A, perder partidas ridículas no Campeonato Mineiro. Tudo normal. Provavelmente o time vai acabar encontrando seu caminho. Deve estar evoluindo seu futebol. Só o torcedor que não sabe de nada. Mas o presidente deve estar vendo um ano brilhante pela frente. Pobre torcedor. Não entende de futebol. Assim como eu.

Mas minto. Outra pessoa só pode estar feliz. O Geninho. Afinal, ganhar centenas de milhares de reais de um clube de futebol e ainda ter estabilidade, fazendo o que for (ou não fazendo nada), não é pra qualquer um. Ah! se eu tivesse um emprego assim... Também devem estar felizes todos os torcedores de times rivais. Afinal, ver um time grande fazendo esse papelão é sempre divertido. Quando é o time dos outros.

Nesta quarta-feira (hoje) o Galo enfrenta o Botafogo pela Copa do Brasil, no Rio de Janeiro. O vencedor enfrenta o Corinthians, já na semifinal. O Galo tem a vantagem de se classificar com qualquer empate com gols. Se o time estivesse rendendo o mínimo esperado, apostaria minhas fichas que voltaríamos com a classificação. Com esse futebol apresentado, apenas torço. Apostar com “par de oito” não é muito do meu feitio. Nem pra blefar serve. Mas há que se dizer que o Botafogo não é lá essas coisas. Um time melhor treinado e só. Mesmo com esse time do Galo jogando uma bola quadrada desde o ano passado, o Galo pode se classificar. É esperar pelo jogo. Mas meu dinheiro fica guardado comigo.

Por fim, aconselho a todos os atleticanos a fazerem suas rezas, orações, mandingas e o que mais puderem. Afinal, dizem que se o Geninho cair, o primeiro nome pra assumir o cargo na cabeça do presidente é, pasmem!, PC Gusmão. Haja paciência! PC foi o técnico do Fluminense no ano passado que foi demitido durante a Copa do Brasil por não conseguir fazer o time render. Após sua saída, o Fluminense venceu a competição e ficou entre os primeiros colocados do Campeonato Brasileiro. Foi contratado pelo Náutico. Perdeu o campeonato pernambucano e ficou 6 partidas sem vencer durante o Brasileiro de 2007. Foi demitido após o vexame diante do Sport. 4x1! O Náutico, então na zona de rebaixamento, contratou o jovem e competente Roberto Fernandes e conseguiu permanecer na Série A. Já PC, acabou treinando o Itumbiara no começo deste ano, sagrando-se campeão goiano (campeonato fortíssimo, na minha humilde opinião). Só me lembro das palavras de Sófocles, dramaturgo grego: “A ignorância é um mal invencível”!

Será que alguém ainda se lembra que o Galo completou 100 anos em março de 2008?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O MESMO CLUBE, OS MESMOS ERROS...

Eu fui um dos que apoiei Ziza Valadares. Que cheguei a pensar que seria diferente. Porque ele nas piores passagens do Atlético na Série B, sempre colocou a cara pra bater, nunca se escondia. Então quando surgiu como presidente, parecia que a coisa ia mudar de figura. Mas o que vemos, é apenas o continuismo dos erros do passado. Bertrand Russel dizia “Pra que cometer os mesmos erros, se há tantos novos para escolher?”

O ano do Centenário, já começou mal. Quando anunciaram Gallardo como possível reforço, já tinha uma prévia de que coisa boa não iria vir. Depois, chega Geninho. Um técnico que sobrevive com apenas 1 título na vida. E então Marques, ídolo do passado, carregado nos ombros por parte dos torcedores.

É preciso parar de viver do que já passou. ÉPOCAS PASSAM. Aprender a aceitar isso, é sinal de evolução. O Atlético, desde a experiência de Jorginho em 1997, virou uma espécie de “central de repouso de ex-jogadores em atividade”. E a cada Petkovic que chega, uma nova esperança...

É preciso aprender. É preciso parar de brincar de fazer futebol. Tratar futebol como circo. Se profissionalizar.

Exemplos certos de que o Atlético e o atleticano não aprenderam, foi a queda pra Série B. Quando isso acontece, o lado bom é que o clube que caiu, sempre volta mais forte, como o Palmeiras de 2003. Voltou no ano seguinte, e nunca mais rondou a zona de rebaixamento. Hoje tem uma estrutura forte, uma parceria consolidada. O Botafogo, companheiro de jornada do Palmeiras, tinha um futuro obscuro antes de 2003. Após a volta assumiu Bebeto de Freitas, sanou dívidas, limpou o clube. Hoje o Botafogo voltou a ter respeito nacional. O Grêmio, fruto de uma administração incompetente, caiu em 2004. Voltou e em 2006 era finalista da Libertadores. O Fluminense, precursor de todas as crises envolvendo os grandes do Brasil, chegou ao fundo do poço em 1999 ao disputar a Série C do Brasileiro. Hoje está nas quartas de final da Libertadores, com reais possilibilidades de título. Estes times aprenderam...

E o Atlético? Aprendeu o que?

Voltou em 2007, fez uma campanha pífia no Brasileiro. A diretoria apostando em Zetti, Lúcio Bala... É preciso parar de pensar pequeno. Parar de pensar em ser um clube “para estar na Libertadores”, parar de fazer torcedor de idiota. E o torcedor principalmente, parar de deixar ser feito de idiota. Deixar de carregar nos ombros um “ídolo” de 10 anos atrás. Deixar de sonhar com contratações como Gallardo e Dida. Bons jogadores? Inegavelmente todos eles FORAM! No passado! Não são mais.

O clube mais profissional do Brasil na atualidade, se chama São Paulo Futebol Clube. Nunca, na minha curta história de futebol (desde 1991 aproximadamente) ouvi falar de uma crise no Morumbi. Nunca ouvi falar em desvio de verbas, salários atrasados e principalmente de times formados com base em ex-jogadores em atividade. O clube, três vezes campeão mundial, poderia muito bem repatriar alguns dos seus “ídolos” recentes para compor novamente o elenco. Seria legal ver de novo o Cafu com a camisa tricolor. Após a conquista do título em 1992, metade do time foi renovado a pedido do técnico Telê Santana. Porque? Os jogadores não precisavam mais da camisa do São Paulo. Não tinham mais que provar nada pra ninguém, eram os melhores do mundo. O relaxamento era natural e Telê percebeu isso. Resultado da renovação: mais um mundial em 1993!

Receitas de sucesso, devem ser copiadas. É preciso ter humildade em reconhecer isso. Copie os bons e você será bom. O Cruzeiro percebeu a tempo o estilo São Paulino de se fazer futebol. E tratou de copiá-lo. O time do lado de lá, tentou ano passado repatriar um ídolo antigo: Ricardinho, maior vencedor do clube voltou em 2007. Tentou também trazer de volta um técnico campeão: Paulo Autuori...todos se lembram do resultado. Já dizia um velho ditado, “Águas passadas não movem moinho”... No caso do futebol, não garante lucro para o clube. O Cruzeiro, ao invés de apostar no “ídolo” Ricardinho, preferiu Ramires. Que em caso de saída, vai encher os cofres do clube. Continuando com o “ídolo”, a despesa só ia aumentar.

Sinceramente, se continuar no mesmo nível, o futuro do Atlético é preocupante. Diferente daquele escrito por mim mesmo no post “Uma Carta do Futuro”. Precisamos mudar o nosso presente, pra construirmos um futuro decente. E pra isso, precisamos ter a humildade de reconhecer nossos erros, e mudarmos nossa postura enquanto torcedores. A diretoria nem se fala. O futuro recente me preocupa. Mais uma queda pra Série B em 2008, seria demais pro clube, já tão desgastado. E do jeito que vamos, isso não está muito longe de acontecer...

Alexandre Silva

Ah, se fosse verdade...

Retirado do site oficial do Clube Atlético Mineiro.



Atlético 0 x 0 Fluminense/RJ


Motivo: 1º rodada do Campeonato Brasileiro 2008

Data: 11/05/2008

Local: Estádio Mineirão

Árbitro:

Auxiliares: e

Público: 0 - Renda: R$ 0,00

Cartões Amarelos: Não houve.

Cartões Vermelhos: Não houve.

Atlético: .
Técnico: Levir Culpi

Fluminense/RJ: .
Técnico:

Fonte: http://www.atletico.com.br/interna_futebol.php?menu=ficha_tecnica&secao=profissional&page=brasileiro&id=236



Pena que a realidade é bem mais amarga.

terça-feira, 6 de maio de 2008






Ainda há tempo?

Como torcedor, vi as esperanças de um grande ano no centenário serem assassinadas em dezembro último, quando foi anunciado o comandante de nossa equipe. Essa visão foi então tomando forma a cada rodada, cada partida. Era claro que tudo estava errado. Por mais que alguns jogadores não servissem pro Atlético, estes seriam menos determinantes para o fracasso do primeiro semestre do que a escolha do comando.

A escolha foi tão fracassada que terminou a primeira competição sob um vexame estrondoso. Mas a incompetência na direção do clube queria se mostrar maior que o vexame. Manteve o treinador.

A primeira partida das quartas-de-final da segunda competição do semestre está diante de nós. Ainda há aqueles que esperam algo deste time, mal-treinado (treinado?) e sem preparo físico. Um time que joga mal toda a partida e só se salva com jogadas isoladas. Um time que – jogando desta forma – brigará sem dúvida alguma contra o rebaixamento. Só consigo me lembrar do que escrito está, segundo Dante, nas portas do Inferno:

“Vai-se por mim à cidade dolente,

Vai-se por mim à sempiterna dor,

Vai-se por mim entre a perdida gente.

Moveu justiça o meu alto feitor,

Fez-me a divina Potestade, mais

O supremo Saber e o primo Amor.

Antes de mim não foi criado mais

Nada senão eterno, e eterna eu duro.

Deixai toda esperança, ó vós que entrais”.

Talvez isso tenha passado despercebido na entrada de 2008. Mas parece que o presidente é cego. Isso me lembra São Mateus: “Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco”.

Continuo dizendo o que disse no começo do ano: tomara que eu esteja errado! Mas, até agora, eu e os demais “corneteiros” estivemos mais próximos do que aconteceria. Podem até dizer que é fácil utilizar uma das quatro primeiras trombetas do Apocalipse. Mas, quando se vê aberto o sétimo selo, qualquer dúvida é eliminada.

Que o futuro do Galo seja reescrito, por linhas certas ou tortas, mas que reescrevam. Porque este já é fúnebre. Que a torcida não siga o cego. Que exija mudança. Que faça algo. A terceira competição do ano começa neste final de semana. É ridículo esperar mais pra que se faça algo antes que entremos na areia movediça. Quando lá estivermos, as mudanças só nos farão afundar mais, como em 2005.

domingo, 4 de maio de 2008

O Espírito Atleticano

O ESPÍRITO ATLETICANO

Somos atleticanos tradicionais.

Pertencemos a uma vertente da torcida que se notabiliza por acreditar que o Clube Atlético Mineiro depende do apego às suas raízes e à sua verdade filosófica, para sobreviver e voltar a ser vitorioso, como foi outrora.

Entendemos que a atual administração do Clube, ao ignorar determinadas características intrínsecas ao que chamaremos espírito atleticano, abre mão dos patrimônios mais relevantes que o Galo conquistou em seus 100 anos de existência: sua torcida e o respeito daqueles que, no Brasil, apreciam o futebol.

Somos adeptos do diálogo e do discurso e pretendemos, por meio destas armas – que excluem protestos violentos e exigências descabidas –, expor algumas de nossas posições. Conseqüentemente, gostaríamos de obter respostas. Faremos isso porque estamos certos de que nossas palavras representarão o pensamento de grande parte da imensa torcida alvinegra, seja ela organizada ou não, portanto, concluímos que merecemos, por parte daqueles que tomam as decisões, respostas para as nossas dúvidas.

Reitero que estamos munidos apenas do presente texto, não constituímos movimento organizado e temos em comum somente o amor pelo clube e o mesmo anseio por respostas. É, para nós, estranho observar como dirigentes e torcida caminham em direções opostas. Não seriam os dirigentes tão atleticanos como nós? Visões tão diferentes se justificariam caso fossem brilhantes administradores de futebol.

Não é o caso.

Percebemos agora, com tristeza, o início de pequenos enfrentamentos entre diretoria e torcida, sob a forma de vandalismo. É o único meio de que muitos dispõem para expor sua indignação quando não lhes é dada a palavra. Por isso estamos impondo a nossa, sob a forma pacífica de um texto, e não iremos implorar para que nos levem a sério: o Atlético depende de nós, não somente o contrário. Qualquer tentativa de inverter esta lógica se revela, de antemão, suspeita.

Vamos aos fatos:

O Atlético Mineiro, no ano de seu Centenário, tornou-se motivo de chacota nacional ao ser goleado, no Mineirão, pelo seu maior rival, por 5x0.

Neste sábado, dia 03 de maio de 2008, durante programa na TV Alterosa, o jornalista Mário Henrique (o “Caixa”) disse que estava um pouco decepcionado com o trabalho de Geninho no comando técnico do Atlético.

Para exemplificar sua decepção, Mário Henrique mencionou um episódio lamentável:

- Recentemente, em Pernambuco, durante a preparação para uma partida decisiva contra o Náutico, enquanto seu time treinava, Geninho ficou – na maior parte da atividade – de costas para o campo, conversando com antigas amizades que ele estava revendo em sua estadia em Recife.

Ainda de acordo com o relato do “Caixa” (que afirmou ter o costume de acompanhar, sempre que pode, os treinos do Atlético), entendemos que Geninho tem o hábito de comandar treinos curtos, exige pouco dos atletas e raramente treina jogadas ensaiadas, assim como cobranças de falta, escanteio entre outras tarefas comuns ao dia-a-dia de um time profissional de futebol.

Reprovamos essa inovadora metodologia de trabalho e achamos que ela não está de acordo com o espírito atleticano, imortalizado através do tempo por guerreiros que conquistaram a torcida por suar sangue em nome do time.

Em suas entrevistas, Geninho demonstra que estamos diante de um homem calmo, equilibrado, comedido e tranqüilo. São virtudes admiráveis sob muitos pontos de vista, mas defeitos graves para um treinador do Atlético. Características assim jamais conseguirão traduzir o clamor da Massa, que emana das arquibancadas.

Metaforicamente falando, a torcida seria Deus, enquanto os jogadores são os homens na terra. O treinador, então, é a Igreja, ou o pastor. Se Deus e a Igreja não falam a mesma língua, como fica o rebanho? Perdido. Quem irá interceder pelos fiéis?

No Galo, o time precisa dialogar com a torcida, e o que essa torcida pede é raça, vibração, espírito vingativo. Sempre foi assim. Por que pedimos tanto a vinda de Leão? E por que Leão deu tão certo? Porque Leão compreende o Atlético. Logo ao chegar, ele disse:

“Penso que o Galo não seja um time de ficar enfeitando, tocando muito a bola. O Galo é um time de raça, de determinação, de garra, e é esse espírito que vou incutir nos jogadores.”

O resultado, como sabemos, foi uma série invicta de 10 partidas que conduziu o Atlético à oitava posição na tabela (quando Leão assumiu, o time estava próximo à zona de rebaixamento).

Leão veio para nos salvar, e nos salvou. Como prêmio, recebeu uma proposta que implicava redução de seu salário. Atitude baixa, no nosso entendimento. Como uma diretoria pretende ser levada a sério com uma medida assim? Naturalmente, ele saiu; aclamado pela torcida.

Criou-se então a expectativa em torno de quem seria o técnico do Centenário. Havia um consenso negativo por parte da torcida: Geninho. Todos, menos ele. Além de não se identificar com o espírito atleticano, Geninho já havia nos traído uma vez, em episódio que demonstrou o quão fluidos podem ser os princípios de um homem quando elevadas somas em dinheiro estão em jogo.

Mas quase num ato insano de teimosia trouxeram exatamente Geninho, que trouxe consigo sua prosa serena em estilo bonachão e seus métodos relapsos de treinar uma equipe, que se adaptariam com perfeição a diversos times de futebol no Brasil, jamais no Clube Atlético Mineiro.

Aqui precisamos de alguém menos equilibrado, nem tão educado. Alguém que grite com os jogadores, impondo respeito e certo medo – se necessário. Alguém que faça com que Thiago Feltri se comporte decentemente no campo, aprenda a cruzar (ou que lhe tire o posto de titular); que peite o Marcos quando este não estiver jogando bem; que mostre ao Gérson toda a mediocridade de seu futebol, e ensine a ele, e aos demais, o tamanho, a tradição e o peso que é vestir a camisa do Clube Atlético Mineiro, sobretudo no ano do seu centenário.

O relato de Mário Henrique, na realidade, soou óbvio para qualquer um que assiste aos jogos do Galo, e é desnecessário para que cheguemos à conclusão de que o time é treinado com má-vontade e incompetência. Ou, numa perspectiva mais radical: o time não é treinado.

Embora este não seja o melhor dos elencos, poderia render mais do que tem rendido. E não poderia perder por 5x0 do Cruzeiro, assim como não poderia passar tamanho sufoco para vencer o Náutico por 1x0 em pleno Mineirão cheio.

Com Leão aconteceria placar semelhante? Ou os jogadores, temendo o disciplinador, se superariam?

Com ele essa mesma zaga jogava bem, era um destaque positivo. Agora, faz gols contra, atrasa a bola para o goleiro de forma errada, tome dribles desconcertantes de adversários desprovidos de habilidade. Com Levir Culpi – e com Leão – Marinho marcava (muitos) gols. Agora, atravessa um constrangedor e inexplicável jejum. Com Leão, Éder Luis – cujo empréstimo para o São Paulo foi feito de maneira sórdida e inexplicável – se firmava como uma das grandes revelações do futebol brasileiro na atualidade. Este ano não rendeu, e saiu. Com Leão, Juninho aparecia como um dos grandes goleiros do Brasil. Agora, às vezes, parece entrar entorpecido em campo.

Achamos estranho o Atlético não ter ficado com Leão. Isso contraria a lógica. Por que o clube não quis ficar com o Leão? Pelo salário ou pelo fato de o Leão ser um contestador, de não deixar que o barco afunde impunemente, de “meter a boca no trombone” quando necessário? O salário de Geninho é tão menor que o de Leão? Gostaríamos de ouvir valores exatos; por que não são divulgados, e temos que nos contentar com especulações? Quanto Leão, amado pelo torcida, pedia? E quanto ganha Geninho, detestado pela massa?

Parece que na questão da escolha do técnico, outra perspectiva está em jogo: não o salário, mas o braço-de-ferro. E nada como um fantoche como técnico do time para que esse ato seja bem sucedido. Um sujeito mal quisto pela torcida, que já traiu o time uma vez, alguém que, ao que parece, entregará também o próximo jogo para que a torcida faça pressão para que ele saia e assim possa assinar efetivamente o seu contrato com o Flamengo, reafirmado novamente o que lhe importa.

Recentes declarações deixaram claro para os mais atentos: Geninho quer sair, mas quer sair bem, não como foi da outra vez, pois sabe que se fizer isto novamente, jamais poderá pisar em solo atleticano. Atormentado pelo tentador convite recebido pelo Flamengo, cuja aceitação certamente lhe conferirá maior visibilidade e dinheiro, Geninho agora parece desejar que tudo dê errado no Galo, para que a torcida exerça pressão e sua saída ganhe legitimidade moral. Desta forma, contra o Náutico, ele escalou uma equipe sem centroavante, quando jogávamos em casa e precisávamos da vitória. A cada minuto choviam bolas na área do adversário, mas não havia ninguém ali, para finalizar. Na ocasião, para azar do treinador, a torcida surpreendeu, compareceu e empurrou o time, que não conseguiu entregar os pontos, embora tenha passado enorme sufoco.

Sabemos que dificilmente Leão voltará, ou Levir Culpi. Pois que venha outro que, necessariamente, compreenda o espírito aqui descrito. Essa deve ser a condição para a contratação do próximo treinador deste time, que implora por um comandante firme e disciplinador, que conheça o peso do manto alvinegro.

Geninho não tem a cara do Galo, nunca teve e nunca terá. Não há, entre Geninho e a torcida do Atlético, a menor empatia. Time e torcida não jogarão juntos enquanto ele estiver no comando. A situação é insustentável. Após a humilhação da goleada, os poucos que o apoiavam passaram a sentir saudades do verdadeiro espírito atleticano, que é de raça, determinação, superação, não de calma, passividade e diálogo.

A atual diretoria, talvez por conveniência, tenta sistematicamente modificar nossas raízes, mas não conseguirá, pois agora há um grupo grande de atleticanos reunidos em torno da tradição. Nosso objetivo será manter sempre vivo o espírito atleticano, para isso contamos com milhares de soldados.

Somos a torcida do Clube Atlético Mineiro, estamos acima de qualquer diretoria.


O texto foi redigido por Oswaldinho Barros baseado nos relatos de centenas de atleticanos que se manifestam diariamente nas ruas, na imprensa e, sobretudo, na Comunidade do Atlético - MG no Orkut. Além de Oswaldinho Barros, contribuíram efetivamente para o acabamento final do texto: Pedro, Dimao, Carcaradon, João, Mateus Borges, Magno, Jaiston, Fernando, Samuel, Uirá, Dyever, Flávio e Júlia.

sexta-feira, 2 de maio de 2008







Vou começar meu texto de hoje pedindo desculpas. Deveria ter escrito um texto na terça-feira, mas tive problemas e não pude estar por aqui. Escrevo hoje, então. Na próxima terça estarei novamente aqui, se a deusa Fortuna me permitir. Poderia ter postado isso no final, mas eu prefiro começar desta forma e tenho meus motivos.

O primeiro deles é que eu assumo minhas responsabilidades. Mesmo não ganhando pra isso, eu tenho responsabilidade para com os leitores deste blog. Muitos podem ignorar sumariamente o que eu escrevo. É até natural, tendo em vista que eu costumo escrever muito. Mas o fato de alguns não gostarem e outros ignorarem não faz com que eu não tenha tal obrigação. Obrigação esta de pedir desculpas inclusive a eles. Pois são as pessoas que acompanham o Blog que fazem dele o que é. É por estas pessoas que faz sentido a sua existência.

O segundo é que eu não me sentiria bem caso não admitisse meus erros de cara. Acho que quando se tem caráter, esta é a primeira coisa que se deve fazer. Sem orgulho. Sem vaidade. Nada de jogar a culpa e responsabilidade pra cima dos outros. Não importa aos outros os problemas que fizeram com que eu não estivesse aqui. Era meu compromisso. Só posso, assim, pedir desculpas. Melhor isso do que contar uma história triste e fingir que está tudo bem.

O terceiro é porque eu gosto de estar aqui. Gosto de escrever sobre futebol. Sempre tive essa paixão pelo esporte desde garotinho. Assistia às partidas pela TV, fossem elas do campeonato brasileiro ou japonês. Jogava futebol de botão. Jogava futebol no vídeo-game (que não era nem de longe tão bonito e sofisticado como os jogos dos dias de hoje). Jogava na rua, com bola ou com pinhas (no sul de Minas tem pinhas, soltas das araucárias). Jogava no clube, na escola, na casa dos amigos. O futebol foi parte importante na minha infância. Com certeza é parte responsável pelo homem que me tornei. E é muito bom poder falar sobre futebol. Mas, mais do que isso, é irresistível falar do clube que amo: o Atlético.

Engraçado que, mais do que a demissão do Geninho depois da derrota de domingo, acachapante, desnorteante, vergonhosa, eu esperava um pedido de desculpas dos comandantes do clube. Do diretor de futebol, do presidente, do técnico (ex-técnico, eu tinha esperanças). Era o mínimo. Pois eles são os responsáveis por tudo que ocorre em campo. São os líderes que devem assumir a culpa pelos problemas de seus liderados. Isso na esfera política, na esfera administrativa, na esfera universitária e em todas as demais esferas do cotidiano. Assim como as glórias a eles cabem, são nesses momentos que eles se fazem tão necessários. E esse pedido de desculpas não aconteceu. Aconteceu, sim, uma série de desculpas esfarrapadas tentando justificar o injustificável. Um presidente “destrambelhado” querendo entrar na justiça contra a torcida revoltada. Ele esperava o que? Uma salva de palmas pela contratação do pior técnico brasileiro em atividade em um grande clube no país? Outra salva de palmas pela sua manutenção depois da pior derrota que o Galo sofreu diante do rival nestes 100 anos de história?

Fiquei me perguntando quem estaria vivendo num conto de fadas.

Talvez eu, por não acreditar neste time, não enxergar que esse trabalho ainda possa dar frutos e ter visto o Galo jogar novamente nesta quarta-feira de forma sofrida, quase sem conseguir vencer o Náutico – time que jogará o Brasileiro deste ano contra o descenso e sem almejar nada mais que isso, só conseguindo tal vitória com o apoio da torcida, numa jogada de linha de fundo com a conclusão do melhor jogador do time até agora. Onde o Galo espera chegar jogando este futebol?

Bom, a segunda opção é que o presidente e o técnico vivam neste mundo encantado, onde uma derrota por 5 gols de diferença é natural e que o placar poderá ser revertido perfeitamente. Que o time vem bem, apesar das derrotas pra Social, Ipatinga, Guarani, Democrata, Náutico e Cruzeiro, além do empate contra o todo poderoso Nacional do Amazonas. Que o time vem numa crescente e que os títulos virão. Que a torcida é que não entende de futebol. Que esse amadorismo com que se dirige o futebol alvinegro só pode gerar frutos doces.

Eu esperava pra próxima segunda-feira o anúncio da volta de Levir. Ou da contratação de Paulo Autuori, Caio Jr ou Ney Franco. Esperava que o Galo fosse dirigido pelo Marcelo até lá. Esperanças vãs. Vamos sofrer mais tempo com o Geninho. Vamos perder mais tempo antes de nos prepararmos pro Brasileiro. Parece que o amor de Ziza pelo Geninho é como o de Ricardo pelo Tite. Tomara que esta novela não seja outro dramalhão mexicano.

Mas, pra não dizerem que sou apenas pessimista, quero crer que se o Galo não vencer e bem o Cruzeiro no Geninho, teremos um novo treinador pro Brasileiro. Quero e desejo MUITO isso. Só não quero isso mais do que desejo que o Galo reverta essa situação e vença por 6x0. Mas se eu acreditar nisso, que passará a viver numa terra onde os animais falam, cantam, dançam e jogam futebol. Algo entre as fábulas de Esopo e La Fontainne. Aliás, atribuem a Esopo uma fábula que tem esta moral: “O orgulho e a arrogância são o caminho mais curto para a ruína e o infortúnio”. Até a próxima terça-feira. E minhas mais sinceras desculpas. Pelo atraso e pelo tamanho do texto.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

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UMA TRISTEZA COERENTE

Quando confirmei escrever esta coluna, pensei em fugir um pouco do assunto “tática” do nosso time e me ater a assuntos variados do maior e mais amado clube do mundo, porém o que aconteceu no último domingo dia 27, foi tão trágico, que é impossível me furtar a tal assunto.

Aqueles que corriam em campo, não sabem “repito” não sabem a grandeza do Clube Atlético Mineiro. Jogaram sem alma e a limitação, que é visível, poderia ter sido esquecida, se esses atletas colocassem suas nádegas no campo e lutassem, mas isso não aconteceu. O que eu vi foram lágrimas, não só deste que escreve e que esteve presente no Gigante da Pampulha, mas de toda a nação alvinegra. O choro era de ódio, medo e indignação. Nota-se falta de comando, ação que demonstra a falta de qualidade no trabalho do nosso treinador. Esse fato, aliado a outros, fizeram uma massa maravilhosa sofrer. Fizeram a nação alvinegra, que é a mais vibrante, ir embora, como se fosse “chutado” de sua casa, não por aquela torcida de radinho azulada, que não teve a menor capacidade de calar os poucos heróis que permaneceram vendo a equipe sumir. Fomos mandados embora sim, mas pela falta de futebol, pela limitação técnica do time.

Se algo poderá ser tirado como positivo disso tudo, foi a tristeza coerente que vi ao sair do Mineirão. As pessoas estavam enlouquecidas, mas seguras nas opiniões. E mais do que isso, coerentes, pois assim como eu, todos viam a fragilidade do nosso time. E a luta continua e esperamos que o sofrimento acabe, mesmo que para isso mudanças radicais apareçam na estrutura do nosso clube.

Dá-lhe Galo !