
Mudanças...
Estou eu aqui, com um livro do Joyce na cabeceira da cama precisando ser terminado pra ontem, mas o Galo não me deixa ler. Cada dia acontece algo, não necessariamente bom, não necessariamente ruim. Foram apresentados nesta terça-feira o novo treinador do time e o novo diretor de futebol do clube. Não botei fé. Sabe quando falta alguma coisa? Poisé. Piores são os boatos sobre os desmandos no clube, que teriam feito o antigo diretor de futebol sair. Não que ele não seja um dos culpados pelo que está aí. Afinal, na pior das hipóteses, tem a culpa de ter se calado, de ter sido fraco. Enfim, mais uma vez os problemas de gerenciamento do clube. Entra o Alexandre Faria, ex-América e que trabalhava atualmente no setor internacional do Galo.
Quanto ao treinador, Geninho já foi tarde. Não tinha que ter pisado em BH. Não tinha que ter permanecido após a derrota pro Ipatinga. Não tinha que ter suportado de forma alguma o vexame perante o rival. Demorar mais, impossível. Seria o Gallo a melhor opção? Gallo já esteve em times que tinham bons recursos humanos e em clubes que não tinham tantos recursos assim. Mas só deu certo em clubes que tinham grande vantagem estrutural sobre seus rivais locais, daí conquistando títulos. Figueirense é hoje muito superior a seus rivais em Santa Catarina, por mais que o Avaí tenha feito um grande campeonato catarinense este ano, apesar de não conseguir ir a final (foi o time de melhor campanha, mas foi o segundo nos dois turnos, perdendo pro Figueirense no primeiro e pro Criciúma no segundo). Mesmo com um clube muito mais rico, quase conseguiu perder o campeonato. Não teve a superioridade que deveria. Não foi o caso de sua época no Sport. No comando do Sport, o time venceu os dois turnos e foi campeão antecipado. Um grande trabalho que foi jogado fora por seus sucessores (entre eles, o Geninho!). Mas seus trabalhos no Santos e Internacional deixaram uma péssima impressão.
Nova vida então no departamento de futebol do clube. Os pessimistas devem estar pensando que o Gallo será um novo Zetti. Bom, pelo menos o Gallo tem alguma ligação com o clube. Espero que isso faça diferença. Preferia mil vezes que o Gallo tivesse vindo no começo do ano. Pelo menos a vergonha que o Geninho fez o Atlético passar não teria acontecido. Agora, pra arrumar a casa, não sei se ele tem nome, força e competência pra tal. Mas desejo profundamente que consiga. Recuperar um time mal fisicamente, mal taticamente e mal psicologicamente não será nada fácil. Confesso que não era meu nome preferido. Não constava nem na minha lista dos dez melhores nomes para assumir o Atlético. Mas agora isso é passado. Gallo é o novo treinador e que tenha toda sorte do mundo com ele. Vai precisar.
Uma pena que um ano tão especial tenha sido jogado no lixo por nossa diretoria. Precisou que o Atlético tivesse caído da Copa do Brasil e sofrido um vexame no estadual pra que alguma coisa acontecesse. E, o pior, acontecesse a despeito da vontade do presidente, que teve a ousadia de dizer que gostaria que o Geninho ficasse mais tempo e que em nenhum momento desejou a saída de Beto Bom de Bola. Mas esse segundo caso parece ser bem mais complicado mesmo.
E esperamos que o Galo saia deste estigma tão bem escrito por Alphonse Karr, escritor francês: “Quanto mais isto muda, mais está na mesma”.
Estou eu aqui, com um livro do Joyce na cabeceira da cama precisando ser terminado pra ontem, mas o Galo não me deixa ler. Cada dia acontece algo, não necessariamente bom, não necessariamente ruim. Foram apresentados nesta terça-feira o novo treinador do time e o novo diretor de futebol do clube. Não botei fé. Sabe quando falta alguma coisa? Poisé. Piores são os boatos sobre os desmandos no clube, que teriam feito o antigo diretor de futebol sair. Não que ele não seja um dos culpados pelo que está aí. Afinal, na pior das hipóteses, tem a culpa de ter se calado, de ter sido fraco. Enfim, mais uma vez os problemas de gerenciamento do clube. Entra o Alexandre Faria, ex-América e que trabalhava atualmente no setor internacional do Galo.
Quanto ao treinador, Geninho já foi tarde. Não tinha que ter pisado em BH. Não tinha que ter permanecido após a derrota pro Ipatinga. Não tinha que ter suportado de forma alguma o vexame perante o rival. Demorar mais, impossível. Seria o Gallo a melhor opção? Gallo já esteve em times que tinham bons recursos humanos e em clubes que não tinham tantos recursos assim. Mas só deu certo em clubes que tinham grande vantagem estrutural sobre seus rivais locais, daí conquistando títulos. Figueirense é hoje muito superior a seus rivais em Santa Catarina, por mais que o Avaí tenha feito um grande campeonato catarinense este ano, apesar de não conseguir ir a final (foi o time de melhor campanha, mas foi o segundo nos dois turnos, perdendo pro Figueirense no primeiro e pro Criciúma no segundo). Mesmo com um clube muito mais rico, quase conseguiu perder o campeonato. Não teve a superioridade que deveria. Não foi o caso de sua época no Sport. No comando do Sport, o time venceu os dois turnos e foi campeão antecipado. Um grande trabalho que foi jogado fora por seus sucessores (entre eles, o Geninho!). Mas seus trabalhos no Santos e Internacional deixaram uma péssima impressão.
Nova vida então no departamento de futebol do clube. Os pessimistas devem estar pensando que o Gallo será um novo Zetti. Bom, pelo menos o Gallo tem alguma ligação com o clube. Espero que isso faça diferença. Preferia mil vezes que o Gallo tivesse vindo no começo do ano. Pelo menos a vergonha que o Geninho fez o Atlético passar não teria acontecido. Agora, pra arrumar a casa, não sei se ele tem nome, força e competência pra tal. Mas desejo profundamente que consiga. Recuperar um time mal fisicamente, mal taticamente e mal psicologicamente não será nada fácil. Confesso que não era meu nome preferido. Não constava nem na minha lista dos dez melhores nomes para assumir o Atlético. Mas agora isso é passado. Gallo é o novo treinador e que tenha toda sorte do mundo com ele. Vai precisar.
Uma pena que um ano tão especial tenha sido jogado no lixo por nossa diretoria. Precisou que o Atlético tivesse caído da Copa do Brasil e sofrido um vexame no estadual pra que alguma coisa acontecesse. E, o pior, acontecesse a despeito da vontade do presidente, que teve a ousadia de dizer que gostaria que o Geninho ficasse mais tempo e que em nenhum momento desejou a saída de Beto Bom de Bola. Mas esse segundo caso parece ser bem mais complicado mesmo.
E esperamos que o Galo saia deste estigma tão bem escrito por Alphonse Karr, escritor francês: “Quanto mais isto muda, mais está na mesma”.