
Amanhã começa pro Galo mais uma Copa do Brasil. E essa não parece ser nada diferente das tantas outras que já disputou. Um primeiro jogo contra uma equipe com uma folha de pagamento menor que o salário de alguns jogadores do próprio Atlético, mas com um time desacreditado. Desacreditado porque a diretoria, como tantas outras, não pensou em investir numa equipe forte no primeiro semestre. Falando muito pra despistar, faz do primeiro semestre o “laboratório”. Aquela análise pra ver quais os jogadores que podem vestir a camisa e quais não podem. Os pontos fracos. A economia de alguns tostões furados.
Pra que? Oras, todo mundo já sabia que o Galo precisava de um lateral direito e que o Cláudio e o Nêgo não dariam conta. Precisava de algumas rodadas pra perceber isso? Lá se foram os dois primeiros meses do ano em que o Atlético completa seu centenário perdidos pra perceber o que qualquer torcedor de radinho já sabia. Quantos meses demorará pra perceber que Gérson é fraco? Que o Geninho não dará padrão de jogo ao time, já que nunca montou uma equipe campeã? Que somente Souza como "meia clássico" é muito pouco, Souza que é “chegado” a uma visitinha ao departamento médico? Precisa de laboratório pra constatar o óbvio?
Se o time do centenário era esse, se o time seria um time mediano e sem criatividade, que perde uma peça importante como Éder Luis, que não traz nada de novo, que não tem comando, pra que fazer tanto alarde na preparação da equipe? Falar em pré-temporada foi um absurdo, já que o time não pegaria entrosamento mesmo. Com jogadores indo e vindo, que conjunto foi formado em Uberlândia? Por que então não aceitar os amistosos no Irã e pegar uns petrodólares? Afinal, a diretoria não pensa em montar um time e sim em montar um balcão de negócios. Vende-se. Aluga-se. Compra-se. Fazemos fiado, como sempre.
Amanhã começa pro Galo mais uma Copa do Brasil. Igual a todas as outras. Com um time que só será campeão na sorte. Sorte que, como já disse outra vez, nunca jogou do lado alvinegro. A estréia é contra o Palmas. É quase impossível imaginar o Atlético perdendo esse jogo. Aliás, quase impossível pensar que o Galo não traga a classificação pra segunda fase, com uma vitória por dois ou mais gols. É como imaginar o Galo perdendo pro Social dentro do Mineirão. Seria a chance do Galo aplicar uma goleada de 98%?
Boa sorte a todos nós. Como esse parece ser o pensamento de Ziza Valadares, contemos com a sorte. Mas é bom que alguém conte ao presidente do maior de Minas que – como dizia Terêncio (dramaturgo e poeta romano) - Fortis fortuna adiuvat. Ou, em bom português, “a sorte favorece os bravos”. E bravura significa coragem, valentia e intrepidez. Bem diferente de se acovardar, se apequenar. Bem diferente da cautela extrema demonstrada.
Amanhã começa pro Galo mais uma Copa do Brasil. Que esse time não envergonhe os cem anos de tradição da instituição Clube Atlético Mineiro e consiga ser o azarão que não creio que seja. Que venha o Palmas. E que, começando por “Palmas”, terminemos também a competição com elas...